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Foi-se o tempo em que as crianças vestiam qualquer roupinha no dia-a-dia – e aquela roupa “de domingo”, caprichosamente feita em casa. Hoje, o mercado da moda infantil movimenta milhões em dinheiro, gera empregos e cria tendências. Tudo como na moda de gente grande. E isso apesar de ser considerado um segmento ainda pouco explorado. Como nicho promissor de mercado, a moda para crianças representa pouco mais de 20% do mercado de roupas no Brasil – 18% com a moda infantil e 5% com a moda bebê. Esses são dados da ABIT, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil. Segundo a associação, o segmento produz mais de 900 milhões de peças por ano e vem crescendo em faturamento a cada ano. E é fácil imaginar por que: o Brasil possui mais de 38 milhões de crianças! Longe dos tempos em que criança “não dava palpite”, a garotada de hoje costuma ter e expressar suas preferências, influenciando definitivamente a compra de tudo relacionado a seu consumo – moda, comida, brinquedos, passeios.
Com a estabilidade econômica, vários segmentos da população que não tinham acesso à compra de novidades em moda infantil se renderam aos encantos produzidos especialmente para as crianças. Grandes confecções nacionais têm suas marcas voltadas para o segmento de roupa infantil – Lilica Repilica, da Marisol e PUC e Hering Kids, da Hering, são alguns dos exemplos. Outros confecções de moda infantil conhecidas incluem a Bicho Comeu e a Green. Centenas de outras confecções espalhadas pelo país também se dedicam à roupa infantil, criando tendências e gerando empregos.
Com tanta criatividade e crescimento, é natural que a moda infantil faça parte agora de feiras especializadas e até tenha desfiles na Fashion Week do Rio de Janeiro. Revistas de moda infantil divulgam tendências ou incluem moldes para as mais habilidosas que queiram arriscar na confecção das roupinhas. O vestido infantil continua imbatível! De fato, dados apontam que do segmento de moda infantil, 70% das vendas são de roupas de meninas. Os próprios lojistas admitem montar suas vitrines com mais roupas de meninas que de meninos – a tentação é maior. Vestidos infantis podem ser esportivos para o dia-a-dia, fresquinhos e coloridos para o verão ou românticos e elaborados para festas e ocasiões formais. Seja qual for a escolha, mamães e filhotas não resistem.
Para comprar roupas infantis, vale o gosto e as limitações do bolso, já que algumas linhas infantis podem custar tanto quanto roupas adultas de grife! O tamanho, a composição do tecido, o fabricante e o país de origem vêm escritos na etiqueta. Nela também vêm instruções de lavagem e dicas de conservação. E, por falar em lavagem,
é importante evitar o uso de produtos que possam resultar em alergias e desconforto para a criança. A roupa está em constante contato com a pele e é preciso que proteja e enfeite, não que machuque ou incomode. Alvejantes e amaciantes podem causar alergia e até mesmo o sabão comum pode ser danoso a peles mais sensíveis. Sabões neutros ou especiais podem ser utilizados para lavar as roupas infantis, em separado.
Cuidados com os produtos utilizados são especialmente importantes no caso das roupas do bebê. A moda bebê também deve ser escolhida levando em conta alguns detalhes. Roupas de fácil colocação e fechamento são úteis para facilitar a vida da mamãe e do bebê. É também recomendável evitar os fru-frus e fricotes – complicam o vestir e o tirar, além de poderem causar algum desconforto. Golas suficientemente largas e mangas que não fiquem apertadas no bebê também são detalhes importantes. E tente proteger a roupinha com fraldas ou babadores naqueles momentos críticos – na hora de alimentar e regurgitar, por exemplo. Não há bebê na moda que resista a deixar sua “marquinha”…
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